24/08/2016
Como virar a chave da mudança para a sustentabilidade
Como virar a chave da mudança para a sustentabilidade

Como todo ser humano comum, estamos sempre em busca de desafios que nos movimentem para sairmos de um lugar a outro. Estamos sempre em busca de situações que nos satisfaçam, dentro daquilo que cada um entende ser o caminho da felicidade e da plenitude. Mas será que só o fato de desejar algo, já nos coloca no caminho necessário para atingirmos o que queremos?

Vamos a exemplos simples que assolam nosso cotidiano, como o desejo de: “emagrecer 5 kilos até o próximo verão”. Olhamos no espelho, subimos na balança, ficamos insatisfeitos com o que vemos. Porém, simplesmente se incomodar e reclamar, vai promover a mudança necessária para traduzir uma nova imagem no espelho? Obviamente não! Continuar com os mesmos hábitos alimentares e sedentários de sempre, sem alterar nada no meu dia a dia, e continuar incomodada com a balança é absolutamente incoerente. No mínimo, eu deveria estar feliz por ter mantido meu peso 5 kilos acima, já que a escolha de continuar com os mesmos hábitos ruins se sobressaiu à minha vontade de emagrecer. Esse são os conflitos internos entre querer resultados diferentes, mas continuar com as mesmas ações cotidianas! Ou então, dizer que quero ter sucesso no meu trabalho, ou melhorar de vida, quando continuo com as mesmas atitudes diárias, sem buscar novas abordagens estratégicas, novos clientes, novas atualizações, novas parcerias em meu ambiente de trabalho. Sem melhorar minhas relações com meus pares, superiores ou subordinados. Se nada mudar em mim, significa simplesmente que tudo está bem, como está. E assim, não haverá esforço algum para que tenhamos algum resultado diferente da atual realidade. Mas… a partir disso, não podemos reclamar sobre tais resultados. Ou dizer que estamos buscando nos aperfeiçoar ou atingirmos resultados diferentes, seja quais forem. Assim, nos resta apenas concluirmos que tudo está bem resolvido, e estacionar no lugar comum onde estamos. Com um sorriso amarelo no rosto, esperando a morte chegar?

Dificilmente, isso traduz o ser humano que pulsa em nossas veias! Normalmente, ao atingirmos uma pequena ou grande meta, rápida e subconscientemente uma nova pequena ou grande meta é estabelecida em nós, causando um pequeno incomodo que nos move em busca da melhoria continua. Isso faz parte da inteligência humana. Isso é um fator histórico e comum, que faz com que em uma década (e cada vez em intervalos menores), grandes mudanças ocorram na humanidade.

Pois bem, e onde a sustentabilidade se encaixa nisso? Cada vez mais tem sido recorrente empresas, slogans e projetos carregarem esse conceito, como um mote de referência a ser atingido. Porém, temos percebido um grande abismo em seu significado. Isso porque, isso tem sido dito, escrito, divulgado e até certificado, porém, com pouca vivência prática pelos direta ou indiretamente envolvidos. Assim, fica tal qual a história da balança e do sucesso:  vazio e sem efetividade nos resultados.

O problema é que, com isso, aquilo que poderia ou deveria promover simples   mudanças cotidianas, fica só no papel, ou no ar, solto sem nenhuma coerência com as metas estabelecidas. Se torna o conhecido “greenwash”, maquiando com uma película verde e humanizada, processos estáticos, degradantes e literalmente insustentáveis. Uma hora a fina película estoura, e uma crise de imagem e identidade se instala. Nesse momento de crise em que a bolha se esvai no ar, pode ser a grande chance de provocar uma reflexão mais profunda, acerca de qual a mudança necessária para que se obtenham resultados diferentes dos atuais e coerentescom as metas estabelecidas?

Então, a palavra chave, capaz de colocar as coisas no rumo certo é: Coerência! Perseverar na coerência entre: meta estabelecia e ações cotidianas. Insistir e se esforçar para que os hábitos diários componham um conjunto de ações, rumo ao objetivo estabelecido. É garantir, que dia após dia, o seu melhor e o melhor do grupo envolvido, foi realmente feito, em prol do sonho materializado.Coerência.

Dizer que queremos uma empresa, ou uma obra sustentável, é a mesma coisa! Quando um empresário decide estabelecer a sustentabilidade como estratégia de negócio, não basta simplesmente acionar o departamento de comunicação, criar princípios e valores em seus sites, e não traduzir isso de forma coerente no dia a dia de sua organização. Antes, é preciso, conhecer a realidade atual, levantando quais os itens, dentro do sistema vigente, destoam do conceito de sustentabilidade pretendido. Depois disso, estabelecer metas plausíveis de mudanças no jeito de planejar, executar e controlar as ações. Depois é necessário “banhar” as pessoas e processos com essa nova premissa e estimular a reflexão para novos hábitos de todos os envolvidos. Junto com isso, é preciso promover a estrutura necessária pra que as pessoas e processos cumpram com o que for estabelecido como premissa e alimentar, constante e periodicamente o sistema para que aquilo que for incoerente com o resultado almejado, não ponha a perder o esforço coletivo despendido. Por fim, mensurar qual foi o salto real, ajustando frequentemente até que se atinja tais resultados. Atingido este ponto, estipula-se novas metas, e assim sucessivamente, de forma que se perceba uma evolução real e tangível.

Quando entramos nesse ciclo, passamos a entender que sustentabilidade jamais será um fim, mas sim, um meio, um caminho a ser percorrido diariamente, que requer esforço, mas acima de tudo COERÊNCIA, ao ponto de se, uma falha é cometida, um erro, uma crise um acidente, resta isso ser identificado, tratado e controlado, para que não se desvie do caminho traçado. E isso é certo: falhas, erros, crises irão ocorrer. Basta saber como lidaremos com elas, e quais os princípios a serem seguidos ao identifica-los. Aí sim, a comunicação fortalecerá esses princípios que foram traduzidos na prática, e esse ciclo irá promover o reconhecimento, e o retorno social, ambiental e econômico à organização que se propôs a trilhar este caminho.

Em Goiânia-GO, temos um exemplo de empresa de médio porte, a Newinc, incorporadora do Terra Mundi, um empreendimento que foi concebido dentro do conceito de sustentabilidade e está completando 5 anos de sucesso de vendas e de reconhecimento regional, nacional e até mundial.

Um dos ganhos advindos da coerência entre projeto, execução e entrega do empreendimento Terra Mundi, foi sermos o primeiro piloto como residencial vertical no Referencial GBC Brasil Casa®, no Terra Mundi Jardim América, com 380 apartamentos e mais de 60 itens de sustentabilidade.

Dentre os destaques dos itens sustentáveis, faremos uma série de 5 posts, descrevendo os processos de gestão de resíduos, água, energia, educação e doação de casas aos funcionários, que são os processos que atingimos protagonismo nos requisitos e créditos do Referencial GBC Brasil Casa®.

Apresentaremos os retornos financeiros, ambientais e sociais de cada processo, com pequenos vídeos, de forma que, caso algum seguidor desse blog queira replicar a ideia, tenha uma maior inspiração ao visualizar a tradução do conceito de sustentabilidade nas obras e no produto final. Também pontuaremos os principais desafios táticos vividos até atingirmos um resultado satisfatório. Mas o mais importante a ser mostrado, é que tudo se tornou possível através da coerência entre a estratégia desenhada e as ações executadas. Quando a coerência é o fator chave do sucesso, a disposição é renovada a cada desafio, e as dificuldades se tornam menores do que o objetivo almejado. Essa é a mudança necessária para que se trilhe um caminho, cheio de aventuras e prosperidade rumo à sustentabilidade!!

Fonte: http://blog.gbcbrasil.org.br